Sinto o desenvolvimento de algo em mim. É algo que não consigo conter e que se constroi, destruindo à sua passagem, cada milímetro de bom senso que há em mim. Sabe bem o feeling que sinto. Sabe mal o ardor que me possui. O peso dos olhos obriga-me a cerrá-los repentinamente, como se de um relâmpago que me atinge por dentro e corrompe a mais infíma célula do meu ser, se tratasse. Mostro-me ao espelho e ele responde de forma irónica. Sento-me no banco e o chão parece rodopiar à minha volta. Olho lá fora, o arco-iris perfeito embeleza tudo, apurando os meus sentidos para o mais leve som, até ao mais ensurdecedor grito de dor que me percorre a alma. Saio à rua e sorrio aos que passam. Sinto os seus olhares penetrantes e as suas veias ardentes que me perseguem até ao fim do horizonte. Caminho lentamente rumo a um pesado fardo que me separa do tudo e do nada. Jogo às escondidas com o amor que me encontra sempre ao virar da esquina. Candidato-me a uma viagem sem regresso ao Paraíso. Peço a Deus que me leve sem dor. Peço a mim própria um momento relaxado. Um instante sem pensamentos desesperados. Procuro na minha cabeça, no meu ser, uma imagem que me alegre. Cheguei. Um leito branco, tulipas vermelhas, o som da tua voz, o teu sorriso, a tua face, as tuas expressões. As tuas palavras, actos e olhares.
1 comentário:
a imagem que te alegre ...sou euuuuu duhhh olha-me k esta tb...:P ta lindo ********@@@@@
Enviar um comentário