Se o calor da paixão fosse como este que me assola em dias de Verão, eu seria mais feliz que o mais felizardo do mundo. Mas no entanto, a tristeza varre as minhas veias, o ardor dos meus olhos, a profundeza do meu ser, como algo implacável. combinam-se horas, lugares, refúgios, tudo em vão, a vida é supérflua. Se pudesse ser vida, seria um pássaro, livre, esvoaçante como o vento que traz o Outono. Sou solidão e toda uma tristeza infinita da minha condição. Espero o amor, como em tempos de seca uma chuva. Enxoto a tristeza, como uma abelha que me rodeia chata. Despacho a vida, como se o amanhã fosse uma ilusão. Vai percorrendo o meu corpo esta depressão, este lamento, que tenho como vida. Queria mais forças para saber o que vem a seguir, o que me espera. Restam-me senão as minhas, que no fundo são genuínas, que ninguém pode ter, que algures perdidas pensam que algures num tempo de alguém, eu existo, sou real, tenho forma. Para mim, como ela disse, as forças continuam. E ninguém, nem qualquer AMOR, pode levar de mim (de ti também, pensa só) o coração que só a mim pertence. Se não hoje, amanhã saberei, (e tu concluirás) que aquilo pelo que obcequei não vale a pena tentar. Supera. Luta por ti, não por mais alguém!
1 comentário:
Luto é pa n perder a paxorra e atirar-me da janela LOL
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