domingo, 1 de agosto de 2004

(parte 3)

Merda!!! Estás ali, frente a mim... com aquele olhar que me fascina. Sorris... não tenho mais nada em volta. Estás só tu e eu... Quero este momento eternamente. Quero-te para mim. Não vás... Fica comigo... Acompanha-me... Levanta-me bem alto e faz-me voar... faz-me ir as estrelas e voltar, com esse teu charme que me delicia. Olhas-me mais uma vez... esboço um frágil sorriso... Aproximas-te... um arrepio na espinha... um beijo na face, um olhar reguila. Aquele que tão bem conheço e que todos dias me fazia vibrar... Pego na tua mão, beijo-a, olhas-me profundamente. Com o teu olhar espreitas o meu ser. Percebes que algo está mal. Aproximas-te uma vez mais e fazes um esforço para controlar esse teu doido coração que se quer entregar. Sem perceber bem como, damos por nós num profundo beijo. Olhas-me e pronuncias suavemente: “Fica comigo para sempre”

(parte 2)

Visto algo que me conforte... é impossível... nada era tão suave como o tom da tua voz, o gentil toque do teu corpo sobre o meu. Pego na mala e saio porta fora. Vou a caminhar pela rua e vejo um casal num suave e carinhoso beijo que me derrete por dentro... Inveja!!! Raios... Destruíste a minha vida, com esse teu doce amar, com algo que eu não merecia. Vejo-me no vidro daquela montra colorida que me tortura. Não quero mais... não quero mais esta dor, este sofrimento que me acompanha. Deixo-me arrastar pela calçada, pensando em tudo o que errei... foi tudo tão bom enquanto durou...

sábado, 31 de julho de 2004

(parte 1)

Olho em volta... não estás... esfrego os olhos. Tento imaginar-te do meu lado. Impossível... Partiste. Tão cedo não voltas para mim. As coisas que disse não correspondem ao que sinto... Enganei-me a mim própria e tentei esconder a verdadeira culpa. Enganei o meu sentimento e procurei fugir da solidão que sentia quando não estavas perto. É-me difícil assimilar tudo o que se passou nos últimos dias. Penso em ti... não consigo deixar de verter uma lágrima que cai no fundo de um poço onde tudo o que cresceu, cedo se tornou frágil e desgastado. O meu sentimento sacode-me... Ao por um pé no chão lembro a última noite que estivemos juntos. Tocamo-nos, beijamo-nos, deliciamo-nos com o simples prazer de uma carícia. Hoje nada disso faz sentido. Deitei tudo a perder com o meu mesquinho pensar, com a minha forma criança de te ter... Choro...