segunda-feira, 20 de setembro de 2004

Mindy Smith - One Moment More

«Oh, please don't go
Let me have you just one moment more
Oh, all I need
All I want is just one moment more
You've got to hold me and keep me»

domingo, 19 de setembro de 2004

Luz Vaga

«luz vaga, luz vesga, a tua cruz
já não sai da cama, a minha luz
da sala do quarto

pilha a palavra
troca a quantidade do assunto modal
a tensão está normal
o lábio fora da boca
a boca fora do mal

os teus olhos não são de gente
o teu ar foge para cima
tens a perna no cimento
tens a mão no pensamento

ciclope, cicloturismo
na parte de fora
na nesga do abismo imaginário
que remete para onde inda não fui

convite ao universo
com a tua própria câmara
fecho a luz num olho
prego a tábua à sensação

som de casa
quando não estás

dancei pra te ver aqui
eu sei que nada mais pode me ajudar
é do nono andar, sim!
quis pedir ajuda
mas a lingua estava morta
sei lá parei de olhar
tenho uma corda acesa
prestes a queimar
não és capaz de me levar a sério
vou saltar em teu lugar

sei que nada mais pode me ajudar

atrasa o passo
leva um lenço a boca
fica na mira
do choque frontal
não é doença, é um animal
um ruído feito
num acto de fingir seres mau
mesmo a dormir

dancei pra te ver aqui
eu sei que nada mais pode me ajudar
é do nono andar, sim!
quis pedir ajuda
mas a lingua estava morta
sei lá parei de olhar
tenho uma corda acesa
prestes a queimar
não es capaz de me levar a sério
vou saltar em teu lugar

vou saltar em teu lugar

dancei pra te ver aqui

dancei pra te ver aqui
eu sei que nada mais pode me ajudar
é do nono andar, sim!
quis pedir ajuda
mas a lingua estava morta
sei lá parei de olhar
tenho uma corda acesa
prestes a queimar
não es capaz de me levar a sério
vou saltar em teu lugar»


Mesa & Rui Reininho - Luz Vaga
Música e Letra: João Pedro Coimbra

sábado, 18 de setembro de 2004

Esclarecer...

Só pra avisar que apesar de este blog ter como títalo Pensamentos de Verão... ele vai continuar nas restantes estações... Enquanto a minha imaginação durar =)

quinta-feira, 16 de setembro de 2004

Abraço

Aproxime-se mais e tente sentir do que um abraço é capaz.

Quando bem apertado, ele ampara tristezas, sustenta lágrimas, combate incertezas, põe a nostalgia de lado.
É até capaz de amenizar o medo.

Se for cheio de ternura, ele guarda segredos e jura cumplicidade.

Um abraço amigo de verdade, divide alegrias e apraz-se em comemorações.

Abraços são pequenas orações de fé, de força e energia.

Olhe para o lado: há sempre alguém que quer ser abraçado e não tem coragem de dizer.

Enlace-o.

O pior que pode acontecer é ganhar de volta um sorriso de carinho ou, quem sabe, uma palavra sincera.
Você vai descobrir que ninguém está sozinho e que a vida pode ser um eterno céu de Primavera.

terça-feira, 14 de setembro de 2004

Amigos...

Amigos são anjos que nos deixam em pé quando as nossas asas têm problemas e não se lembram de como voar

Acordar

Acordo sobressaltada. O despertador que daria início ao meu sonolento dia, tornou a tarefa mais díficil do que o esperado. Maldito... não tocou. 8h30 da manhã. Olho para o roupeiro e penso em milhares de coisas que possa vestir mas que, sinceramente, não realçam bem a minha personalidade de hoje. Pego num top e numas calças e enfio-as à pressa, pensando como estou atrasada. Lavo os dentes e a cara, ponho o habitual creme, desodorizante, pego na mala e desço as escadas aos tropeções. Olho-me novamente ao espelho e percebo porque não há ninguém na minha vida... Pego nos ténis novos, enfio-os nos pés e vou até à cozinha onde aqueço uma caneca de leite. Olho para o relógio e assusto-me. Pego nas chaves do carro em cima do móvel da entrada e saiu porta fora, proferindo um "Até logo" aos restantes presentes na casa. Entro no carro e conduzo estrada fora, cantarolando as repetidas músicas da rádio de sempre. Olho para o lado e alguém se ri da minha patética figura. Esboço uma cara de desapontamento e sigo o meu caminho. Mais um dia como todos os outros... Espero alguma aventura diferente hoje...

segunda-feira, 13 de setembro de 2004

Simplesmente, by Bruno

Foi de madrugada e num repente. Um acordar sobressaltado, o peito carregado de aflição por não a encontrar ao meu lado. Percorri com os dedos os lençóis, mas a minha mão voltou vazia. E foi nesse momento, naquela fracção de segundo em que passamos da sonolência ao despertar, foi no meio de um turbilhão de pensamentos confusos que me apercebi: ela não estava comigo.
O coração mirrou, ficou pequenino, pequenino. E a sensação de vazio apoderou-se desta carcaça, que mais não é que a portadora de toda a parafernália de sentimentos e emoções que constituem a minha essência.
Foi a primeira vez que tomei consciência da importância que ela tem para mim.
Ela, que entrou na minha vida de mansinho, sem pedir permissão. E que levou o meu aval para assim proceder, sem que palavras fossem necessárias..
Ela, que tornou tudo o resto absurdo, tudo o que está para lá dos muros que protegem aquele mundo só nosso.
Ela, que me permite voltar a ser criança quando partilha comigo as brincadeiras e loucuras de outros tempos e, ao mesmo tempo, me torna mais maduro e confiante pela forma como encara de frente as situações menos cómodas. Ela, que me consegue pôr bem quando tudo à minha volta parece ruir, e desmoronar-se sobre a minha cabeça.
Ela, que é, neste mundo e nos outros, a única que me coloca um sorriso nos lábios apenas com uma palavra, ou um simples esgar..
Ela, que me tira o sono, mesmo quando as pálpebras teimam em cobrir os olhos, afastá-los do prazer de poder contemplar um céu estrelado.
Ela, ela, ela. Sempre ela, e cada vez mais ela.
É com o sorriso dela que sonho acordado, são os olhos dela que quero ver escravizando os meus, sentados, numa noite qualquer, numa praia qualquer, numa dimensão qualquer, abraçados pelo céu e embalados por uma lua que, de tão cheia, fere a vista, tendo nós que dela desviar o olhar, para o poisar um no outro. E, novamente sem palavras, aquecer as almas, que parecem tocar uma das sinfonias de Beethoven, ao mesmo tempo que fazem ecoar os gritos surdos dos desejos que se aliam às vontades, e se tornam necessidades.
Foi ela que, simplesmente, me tomou como seu sem saber. Acariciou-me pedaços da memória esquecidos e magoados, ao som de uma música só nossa.. Foi ela quem me devolveu o arrepio na espinha e o esvoaçar de mil e uma borboletas na barriga que caracterizam um corpo apaixonado.E é por tê-la encontrada (ou por ela ter sido encontrado..) que todos os dias agradeço. A Deus, se existir. Ao destino, se não se tratar de um mito. A mim, a ela, e à vontade de criar um "nós".


(no words to describe...)

A partida

Foi lindo o momento em que partiste. Apesar de agora estares longe, a despedida foi um momento que jamais esquecerei. Disseste coisas que nunca pensei ouvir. Soubeste tocar bem no fundo e aconchegar o meu coração sofredor. Os teus olhos disseram tudo quanto queria ver. Abracei-te com toda a minha força. Estavamos completamente sós naquela movimentada estação. A minha pele eriçada anseava por te beijar. Aqueles cinco minutos foram os mais longos da minha vida. Levo-te no coração. Ao ver-te ao longe só quero ter a certeza de que este momento será eterno. Eu e tu. Ali. Connosco. Partes mas ficas comigo.

domingo, 12 de setembro de 2004

Praia

Olho o reflexo da lua na água. É lindo tudo aquilo que podemos contemplar no nosso dia-a-dia. Olho ao meu redor e dou por mim sozinha na praia. Arregaço as calças e dou uns poucos passos até à água. Olho de novo em volta e dispo a t-shirt. Agora as calças. Sinto-me bem assim. Avanço mais um pouco e mergulho rapidamente. Ao voltar à superfície, a água gelada dá-me arrepios arrepios até à ponta dos cabelos. Deixo-me estar debaixo de água. Sinto uma presença. Procuro, mas não vejo ninguém. Dispo a roupa interior e nado um pouco. Caminho lentamente em direcção à areia. Pego na roupa e ouço algo. Procuro em volta, mas nada. Corro para trás de uma rocha e visto a roupa sobre o corpo molhado. Caminho mais um pouco pelo areal e observo a água, em toda a sua calmia. Subo as escadas até ao paredão e entro no carro. Fico ali até ao sol nascer à espera de alguém que tarda em chegar...


=(

Não estou lá mt bem... vou xkrever :(