segunda-feira, 27 de setembro de 2004

Mudança

Um dia resolvemos fugir. Mas fugir um do outro, por caminhos diferentes, resolvemos que não dava mais. Sentimos o coração pequeno. Sabemos que ambos sofreremos mas será por bem, e cada um encontrará a sua felicidade, por mais longe que ela pareça e por mais difícil que pareça encontrá-la. Deixamos de nos falar, talvez com medo de uma recaída e de que o sofrimento volte de novo. Mas tu não. Rapidamente encontraste um novo entretenimento e organizaste de novo o teu coração. Talvez seja essa a razão pela qual agora te sentes mais à vontade... recordando bons momentos. E eu sinto-me bem assimm. Porque sei que passado tanto tempo, conseguimos resistir e sentir uma amizade maior que qualquer outro sentimento. Conseguimos partilhar tristezas e alegrias, dor e felicidade, amor e ódio. Mudámos, crescemos, aprendemos, e agora ensinamo-nos a ser felizes. :)

to Joana ;)

sábado, 25 de setembro de 2004

Perdida

Não me sinto bem no meu corpo. Olho para o espelho e sinto que não pertenço aqui. Sei que algo está mal e não sei o quê. Olho para o cabelo e apenas vejo um grande emaranhado. Os meus olhos são como duas lagoas de sangue. O meu nariz está encarnado de tanto chorar. A minha boca treme. O resto do meu corpo parece apenas um desenho animado daqueles estranhos, compostos apenas por riscos e traços indefinidos, que ainda não consegui perceber. Ao caminhar sinto picadas nos pés, como se mil vidros despedaçados se cravassem na pele. Deito-me na cama e o toque macio dos lençóis dá-me arrepios de frio. Encontro o cobertor ao fundo da cama e tapo-me. Deixo-me ali ficar no quente até que um sonho me embale. Ou um pesadelo me revolte ainda mais...

sexta-feira, 24 de setembro de 2004

Qual?!

Consigo pensar em ti e rir... depois choro... depois fico séria... depois penso... depois choro... mas continuo a pensar e a deixar a mente vaguear por lugares longínquos. Sinto-me sugada para um eterno pesadelo. Em que passo a vida a sonhar, onde nada acontece... Onde estás ali mas não te sinto realmente. Sinto-me uma criança abandonada num jardim imenso em que vários "tus" me perseguem mas não se aproximam, nem me abrigam em dias tormentosos. Sinto-me pateta quando penso em todos aqueles que já sonhei ter a meu lado. Sinto-me infeliz ao pensar que nenhum deles se realizou. Quero continuar a sonhar, não dormindo, não sem ti presente, irreal, mas aqui, perto de mim aconchegando o meu ser quando mais preciso. Qualquer um serve. Desde que me sosseguem e me deixem em paz um dia. Um dia. Talvez.

quarta-feira, 22 de setembro de 2004

CONCURSO

Se alguém me souber explicar porque é que os gajus só gostam de gajas boas eu pago um jantar =D

terça-feira, 21 de setembro de 2004

Ilusões

Despi-me de preconceitos e percorri o mais profundo da minha alma com toda a pressa do mundo. Sentei-me no parapeito do teu coração e espreitei para baixo pensando atirar-me. Fui fraca e não consegui resistir à beleza que tão superficial se mostrou no fim de tudo. Atirei-me. Mas estatelei-me ao fundo do túnel e como me irradiaste com tanta mesquinhez feita doçura, morri no teu ser... Ali fiquei para sempre. Para lá abandonada estarei.

...

A vida é curta ...

segunda-feira, 20 de setembro de 2004

Mindy Smith - One Moment More

«Oh, please don't go
Let me have you just one moment more
Oh, all I need
All I want is just one moment more
You've got to hold me and keep me»

domingo, 19 de setembro de 2004

Luz Vaga

«luz vaga, luz vesga, a tua cruz
já não sai da cama, a minha luz
da sala do quarto

pilha a palavra
troca a quantidade do assunto modal
a tensão está normal
o lábio fora da boca
a boca fora do mal

os teus olhos não são de gente
o teu ar foge para cima
tens a perna no cimento
tens a mão no pensamento

ciclope, cicloturismo
na parte de fora
na nesga do abismo imaginário
que remete para onde inda não fui

convite ao universo
com a tua própria câmara
fecho a luz num olho
prego a tábua à sensação

som de casa
quando não estás

dancei pra te ver aqui
eu sei que nada mais pode me ajudar
é do nono andar, sim!
quis pedir ajuda
mas a lingua estava morta
sei lá parei de olhar
tenho uma corda acesa
prestes a queimar
não és capaz de me levar a sério
vou saltar em teu lugar

sei que nada mais pode me ajudar

atrasa o passo
leva um lenço a boca
fica na mira
do choque frontal
não é doença, é um animal
um ruído feito
num acto de fingir seres mau
mesmo a dormir

dancei pra te ver aqui
eu sei que nada mais pode me ajudar
é do nono andar, sim!
quis pedir ajuda
mas a lingua estava morta
sei lá parei de olhar
tenho uma corda acesa
prestes a queimar
não es capaz de me levar a sério
vou saltar em teu lugar

vou saltar em teu lugar

dancei pra te ver aqui

dancei pra te ver aqui
eu sei que nada mais pode me ajudar
é do nono andar, sim!
quis pedir ajuda
mas a lingua estava morta
sei lá parei de olhar
tenho uma corda acesa
prestes a queimar
não es capaz de me levar a sério
vou saltar em teu lugar»


Mesa & Rui Reininho - Luz Vaga
Música e Letra: João Pedro Coimbra

sábado, 18 de setembro de 2004

Esclarecer...

Só pra avisar que apesar de este blog ter como títalo Pensamentos de Verão... ele vai continuar nas restantes estações... Enquanto a minha imaginação durar =)

quinta-feira, 16 de setembro de 2004

Abraço

Aproxime-se mais e tente sentir do que um abraço é capaz.

Quando bem apertado, ele ampara tristezas, sustenta lágrimas, combate incertezas, põe a nostalgia de lado.
É até capaz de amenizar o medo.

Se for cheio de ternura, ele guarda segredos e jura cumplicidade.

Um abraço amigo de verdade, divide alegrias e apraz-se em comemorações.

Abraços são pequenas orações de fé, de força e energia.

Olhe para o lado: há sempre alguém que quer ser abraçado e não tem coragem de dizer.

Enlace-o.

O pior que pode acontecer é ganhar de volta um sorriso de carinho ou, quem sabe, uma palavra sincera.
Você vai descobrir que ninguém está sozinho e que a vida pode ser um eterno céu de Primavera.