2 da manhã. Chego a casa depois de mais uma noite de palhaçada. Dispo a pesada roupa e visto o pijama que me conforta. Deito-me, mas lembro-me da fome. Volto à cozinha e pego no mais aproximado de refeição possível àquela hora. Volto para o quarto e deito-me na cama a pensar no dia que passou. Falhaste a promessa e não apareceste, deixando-me na expectativa até ao estridente toque de mensagem. “Desculpa, não deu” .OK. Eu sou forte e vou conseguir fingir que nada se passou, que mais uma vez faltaste ao compromisso. Eu sei que a tua relação não está fácil, mas eu não tenho culpa. Pensei que neste momento, a esta etapa, já confiasses em mim. Chora sozinho então! Talvez seja melhor para ti... e para mim. Não preciso de mais uma preocupação. A minha vida já tem que chegue, que baste para uma só alminha. Mas não consigo evitar sorrir, com aquela cara de parva quando estás de volta e tão cedo não vais partir. Se ao menos fosses meu...
(Escrito em 03.10.04 as 2h30 da manhã)