quarta-feira, 13 de abril de 2005

escutem... é o vento!

Sentimos que não podemos realmente confiar nas pessoas. que elas, por mais que digam que sim, não confiam em nós o suficiente para nos contar as suas facilidades e apenas partilhem a sua infelicidade como se isso fosse a pior coisa do mundo. o mais chato e aquilo que realmente irrita é quando ainda nos fazem de parvos e que não querem admitir que, por acaso, estão a ser bem sucedidas, por mais sensatos (se calhar não?!) avisos que recebam daqueles que realmente se preocupam.

Mas preocupar para quê?, se no fundo as pessoas não querem, não precisam e não ouvem nada do que lhes é dito? mas realmente, como me foi dito, à pouco, à umas horas, ontem, ou à uns dias, por uma sábia, uma pessoa fantástica, uma pessoa com um coração do tamanho do mundo e capaz de me fazer sorrir mesmo nos piores momentos da minha vida e a quem eu oiço constantemente, eu não sou capaz de os deixar cair, aos amigos, porque o meu coração é enorme e ... enfim ... parece que foi esta a tarefa que me foi incutida..

tenham o bom senso, o bom gosto, a boa vontade de ouvirem e se fazerem ouvidos... talvez um dia isso vos dê um lugar no Céu... na verdade, ele não está assim tão longe como isso

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terça-feira, 5 de abril de 2005

sonhar... acordada

senti um "baque" forte no coração. pensei: vou morrer hoje. não morri... conheci-te. foi praticamente a mesma coisa. deixei de existir verdadeiramente e passei a sentir as coisas de maneira diferente. suavemente passo a mão pelos cabelos e sinto o sangue correr pelas veias e pelo cérebro que tenta desesperadamente não pensar em ti. civilizadamente sigo o caminho de sempre, mas sempre com esses olhos em mente. porque não sou forte. porque por mais que me digam para deixar de pensar nas coisas, que elas jamais acontecerão, eu acabo sempre por viver a vida a sonhar acordada. é nas nuvens que encontro a felicidade, apesar desta não ser real e de me aperceber que o mundo se vive vá em baixo, mas apenas de vez em quando.
acordei outra vez. plano de novo no ar e sinto uma leve brisa que me leva novamente a ti. sei que é impossível ver-te hoje. de qualquer das maneiras é aí que eu vou ficar. ao menos num breve instante, mesmo que imaginário sou capaz de te conquistar.

segunda-feira, 4 de abril de 2005

let me love you

If I was ya girl (baby you)
Never worry 'bout (what I do)
I'd be coming home (back to you)
Every night doin' you right...
...You should let me love you
Let me be the one to give you
everything you want and need
Baby good love and protection
Make me your selection
Show you the way love's supposed to be
Baby you should let me love you, love you, love you

São so primaveras... mas fazem das suas
ver os outros radiantes é destroçante...

domingo, 3 de abril de 2005

F.Pessoa

Não fui eu, que te não ousei dizê-lo.
Não foi um outro, porque não sabia.
Mas quem roçou da testa teu cabelo
E te disse ao ouvido o que sentia?
Seria alguém, seria?
será para alguém?
Assim como falham as palavras quando querem exprimir
qualquer pensamento, assim falham os pensamentos
quando querem exprimir qualquer realidade

sexta-feira, 1 de abril de 2005

tu

foste entrando devagarinho na minha vida, depois rompeste tudo o que nela existia e deixaste-me só e desamparada como um recém-nascido sem o peito que o alimenta. foges e dás conta do meu sentido de viver. não sei como vai ser outra temporada. não vai ser fácil, adivinho. não é díficil perceber que nada está bem em mim e que uma primavera ou vinte mais que venham, não vão fazer muita diferença...

quarta-feira, 30 de março de 2005

my secret love

"You don’t know how it feels to be so in love
With someone who doesn’t even know"

segunda-feira, 28 de março de 2005

abdicação

Toma-me, ó noite eterna, nos teus braços
E chama-me teu filho... eu sou um rei
que voluntariamente abandonei
O meu trono de sonhos e cansaços.

Minha espada, pesada a braços lassos,
Em mão viris e calmas entreguei;
E meu cetro e coroa - eu os deixei
Na antecâmara, feitos em pedaços

Minha cota de malha, tão inútil,
Minhas esporas de um tinir tão fútil,
Deixei-as pela fria escadaria.

Despi a realeza, corpo e alma,
E regressei à noite antiga e calma
Como a paisagem ao morrer do dia.

Fernando Pessoa, 1913

domingo, 27 de março de 2005

amanhã

as pessoas pensam demais. eu penso demais. tu pensas demais. sentimos demais. tentamos demais. amamos demais. depois nada interessa. no fim nada interessa. é tudo uma mistura de insanidades que nos revoltam e nos fazem viver muito menos do que deveriamos. devias ter dito mas não disseste. devias ter escrito mas não escreveste. devias assumir tudo o que fazes, tudo o que pensas, mas para quê se no fim nada disso é recompensado. comete crimes, solta a voz, sê genuíno. ninguém te vai recompensar por isso. duvidas demais. não devias. ouves demais. devias era dar conselhos e não ouvi-los. devias ajudar, não ser ajudado. é que no fim, nada valeu a pena. choras, ris, cantas, encantas, falas, ouves, mas nada, nada disso te vai valer. brincas, corres, saltas, mas é tudo triste. porque no fim: vais perceber que não fizeste nem metade do que deverias ter feito, porque não te deram tempo. ou deram mas nao o aproveitaste e não disseste o que querias dizer a quem amas. não quiseste escutar aquele amigo que precisava de ti. não quiseste sentir a chuva na pele porque pensaste no amanhã. tolo... o amanhã foi ontem.

quinta-feira, 24 de março de 2005

Conversas

daquelas que temos praticamente todos os dias, mas que muito, mas muito raramente são demais. daquelas que nunca nos fartamos, porque há sempre novo assunto. bom, mau, mas há sempre. são sempre boas, uma frase, um sorriso, uma palavra, um abraço. são sempre tão boas. má disposição vira boa. cinco minutos, uma vida inteira. é assim que se vê. é assim que tudo se torna mais simples. porque é isto que faz uma boa amizade... uma simples e boa conversa. não precisas da presença, não precisas do olhar, não precisas do sorriso. só precisas da palavra... Amiga, sempre bem vinda

aos que percebem, aos que tentam, aos que aconchegam, a todos que são poucos mas que, no entanto, tão importantes. a ti especialmente ;)