quinta-feira, 21 de abril de 2005

by Fernando Pessoa

Tenho dó das estrelas
Luzindo há tanto tempo,
Há tanto tempo...
Tenho dó delas.

Não haverá um cansaço
Das coisas,
De todas as coisas,
Como das pernas ou de um braço?

Um cansaço de existir,
De ser,
Só de ser,
O ser triste brilhar ou sorrir...

julgar

querem atenção à força toda. querem que lhes olhem nos olhos mesmo quando adormecemos. querem prendas e flores e amor cada vez que ajudamos num momento dificil. querem esconder tudo sem partilhar o mínimo sentimento. querem que sejamos compreensivos mesmo quando a sua propria consciência se esgotou. precisam de atenção. querem-na. exigem-na. mas não pensam que se calhar não estão sós. só se lembram que existimos quando precisam de um empurrão para subir de novo. sabem recompensar? não. sabem ser leais? não. sabem não mentir? não. sabem distinguir entre o amor e o ódio? não.

no fundo não sabem nada. no fundo, não fazem a mais pequena ideia.
porque no fundo... é só pelo interesse...

quarta-feira, 20 de abril de 2005

incógnita

«se
souberes
quem
és
hás-de
ser
sempre
feliz»


by
Margarida Pinto

domingo, 17 de abril de 2005

V

sonhar com uma vida distante, longe de tudo e de todos, nos braços da aventura, nos teus. sinto-me bem a sonhar assim, mas quando acordo as coisas parecem baças e a vida parece fugir-me. não fui feita para viver desta maneira. só, penso em ti, apesar de longe e distante, estás sempre comigo, nos meus sonhos, nas minhas mais profundas e intimas fantasias. e estarás... porque eu não conheço o que tu conheces, eu não sei o que tu sabes, eu não te tenho mesmo, mas preciso de alguém assim. em sonhos... és meu!


a primavera está aí, o calor tarda em chegar, o amor permanece com os outros, mas o blog continua, e espero que os leitores "habituais", mais que não seja só aqueles que eu obrigo a ler, continuem a passar por cá e comecem a passar a palavra :)

quarta-feira, 13 de abril de 2005

escutem... é o vento!

Sentimos que não podemos realmente confiar nas pessoas. que elas, por mais que digam que sim, não confiam em nós o suficiente para nos contar as suas facilidades e apenas partilhem a sua infelicidade como se isso fosse a pior coisa do mundo. o mais chato e aquilo que realmente irrita é quando ainda nos fazem de parvos e que não querem admitir que, por acaso, estão a ser bem sucedidas, por mais sensatos (se calhar não?!) avisos que recebam daqueles que realmente se preocupam.

Mas preocupar para quê?, se no fundo as pessoas não querem, não precisam e não ouvem nada do que lhes é dito? mas realmente, como me foi dito, à pouco, à umas horas, ontem, ou à uns dias, por uma sábia, uma pessoa fantástica, uma pessoa com um coração do tamanho do mundo e capaz de me fazer sorrir mesmo nos piores momentos da minha vida e a quem eu oiço constantemente, eu não sou capaz de os deixar cair, aos amigos, porque o meu coração é enorme e ... enfim ... parece que foi esta a tarefa que me foi incutida..

tenham o bom senso, o bom gosto, a boa vontade de ouvirem e se fazerem ouvidos... talvez um dia isso vos dê um lugar no Céu... na verdade, ele não está assim tão longe como isso

*@*@*@*@*@*@*@*@*

terça-feira, 5 de abril de 2005

sonhar... acordada

senti um "baque" forte no coração. pensei: vou morrer hoje. não morri... conheci-te. foi praticamente a mesma coisa. deixei de existir verdadeiramente e passei a sentir as coisas de maneira diferente. suavemente passo a mão pelos cabelos e sinto o sangue correr pelas veias e pelo cérebro que tenta desesperadamente não pensar em ti. civilizadamente sigo o caminho de sempre, mas sempre com esses olhos em mente. porque não sou forte. porque por mais que me digam para deixar de pensar nas coisas, que elas jamais acontecerão, eu acabo sempre por viver a vida a sonhar acordada. é nas nuvens que encontro a felicidade, apesar desta não ser real e de me aperceber que o mundo se vive vá em baixo, mas apenas de vez em quando.
acordei outra vez. plano de novo no ar e sinto uma leve brisa que me leva novamente a ti. sei que é impossível ver-te hoje. de qualquer das maneiras é aí que eu vou ficar. ao menos num breve instante, mesmo que imaginário sou capaz de te conquistar.

segunda-feira, 4 de abril de 2005

let me love you

If I was ya girl (baby you)
Never worry 'bout (what I do)
I'd be coming home (back to you)
Every night doin' you right...
...You should let me love you
Let me be the one to give you
everything you want and need
Baby good love and protection
Make me your selection
Show you the way love's supposed to be
Baby you should let me love you, love you, love you

São so primaveras... mas fazem das suas
ver os outros radiantes é destroçante...

domingo, 3 de abril de 2005

F.Pessoa

Não fui eu, que te não ousei dizê-lo.
Não foi um outro, porque não sabia.
Mas quem roçou da testa teu cabelo
E te disse ao ouvido o que sentia?
Seria alguém, seria?
será para alguém?
Assim como falham as palavras quando querem exprimir
qualquer pensamento, assim falham os pensamentos
quando querem exprimir qualquer realidade

sexta-feira, 1 de abril de 2005

tu

foste entrando devagarinho na minha vida, depois rompeste tudo o que nela existia e deixaste-me só e desamparada como um recém-nascido sem o peito que o alimenta. foges e dás conta do meu sentido de viver. não sei como vai ser outra temporada. não vai ser fácil, adivinho. não é díficil perceber que nada está bem em mim e que uma primavera ou vinte mais que venham, não vão fazer muita diferença...