noites dormidas num aperto grande do coração vazio
quarta-feira, 11 de maio de 2005
terça-feira, 10 de maio de 2005
Amar
O amor da minha vida foge. Não encontro satisfação em nada. Quero só viver. Não quero sentir-me à parte. Não quero ficar com um olhar triste cada vez que penso em ti. Nele, no amor. Saudamo-nos tão de longe. Ou melhor, eu bem perto, o outro num canto longíquo. Só na minha mente. Quero-o aqui, quero o seu conforto, quero o seu calor. Quero-te.
Refúgio
Procuro no infinito algo que me conforte. Sem dúvida que o melhor conforto eras tu. Mas é tão difícil admitir e pensar onde e com quem estás. Sigo então outro caminho. Aquele que me leva a um sítio secreto, a um sítio escondido bem dentro de mim, e que me mostra como estou realmente só. Dizem que não, tentam desmentir a realidade, mas sabem que no fundo no fundo, as respostas às minhas necessidades tardam em chegar. Procuro no meu refúgio um amigo imaginário. Procuro nele uma resposta. Procuro em mim uma dúvida. Não encontro uma resposta. É impossível não pensar numa via mais fácil, um caminho mais seguro, uma tentativa falhada de realmente sair sucedida e com uma vitória, uma triste, mas uma bela vitória.
domingo, 8 de maio de 2005
Obrigado
Para todos aqueles que me fazem rir quando só me apetece chorar
Para todos aqueles que abraçam e reconfortam quando só apetece estar sozinha
Para todos os que ouvem, calam, falam e animam
Para os que sentam comigo e sentem e sossegam
Para vocês que quando ausentes eu quero comigo
Para todos vocês amigos, verdadeiros companheiros, um abraço enorme, um beijo do tamanho do Universo e um sorriso intergaláctico :)
Queria poder dizer que não. Queria poder dizer que o amor não habita em mim. Se assim fosse queria ficar contigo o resto dos meus dias. Sem sofrer, sem amar, ser amada. O passado expõe feridas que jamais irão sarar. Expõe dores e amores que jamais irão parar. O futuro mostra outras tantas que me iludem mas enganam. O presente, esse, mostra fantasias nunca, jamais realizáveis. Mostra encontros, desencontros, paixões, desânimos, coragens, envelhecimentos prematuros de tudo o que custa passar facilmente. Presentes ausentes, passados recentes, futuros carentes. Mortalhas que apagam, cinzas que pairam e voam e demonstram. Sigo caminhos incertos, caminhos desertos que só eu sei passar, que só contigo conto superar.
"Ai se eu pudesse não partir... eu ficava aqui contigo... se eu pudesse não querer descobrir...
Ai se eu pudesse não escolher..." (Margarida Pinto)
terça-feira, 3 de maio de 2005
infinitamente mais além
Fui em busca do impossível
Esperei eternamente
Esperei eternamente
Segui os passos de ninguém
Que no fim me levam a lado nenhum.
Passei-me pela beleza
Tua, minha, de quem sabe amar
Senti o teu coração frio
E preenchi-me com o teu prazer.
No fim do tudo, do verdadeiro nada
Percebi que o que seguia era distante
Passaram anos incessantes
Continuam as dores, os amores, dissabores.
quinta-feira, 28 de abril de 2005
Sabores sábios esquecidos
Raiva, que sinto entranhada em cada parte do meu corpo que te sente. Dor, que sei que só desaparecerá um dia que fiques. Saudade, que sei deixar de sentir apenas no momento em que der o último suspiro. Infelicidade, que continuo a sentir cada dia que respiro e que parece sempre maior e mais doloroso que o anterior.
Mistura de sentimentos, mistura de vivências eterna e internamente infelizes. Partes de mim, partes de ti, partes que um dia formaram um só. Que um dia se estilhaçaram e nos pés descalços feriram profundamente de forma eterna e inesquecível. Simplesmente humana, a forma de amar. Simplesmente desgraçado, o sorriso que um dia sorriu. Simplesmente simples, tudo aquilo que um dia senti.
Saberes que um dia perdidos, alcançarão o destino. Sabores saboreados sempre com o mesmo poder. Cheiros um dia partilhados e nunca esquecidos. Caminhadas percorridas sem um fim, propósito ou alcance desejado. Apenas sensatas memórias, dificeis de esquecer, incapazes de apagar, dolorosas de mais para perder.
terça-feira, 26 de abril de 2005
Apago-te
Passam-se os dias, passam-se as horas, passam-se os minutos. Passam-se os velhos, passam-se os novos, passam-se os antigos, passam-se os inimigos. Ficam-se as inimizades, as verdadeiras amizades, os trunfos, as trunfas, as mariquices, as mesquinhices. Trespassam as boas conversas, recordam as regalias, as maresias, as fantasias. Recordo-te a ti, Recordo memórias, sonhos, "desrealidades", "inrealidades", surrealidades. Duvido de palavras, sons, sentimentos. Concretizo-te em sonhos, em pensamentos, em desvaires da consciência.
Mostro-te sonhos, realidades, fantasias. Mostro-te amor, paixão, verdadeira amizade. Sinto cansaço, infortúnio da vida, algo que incapacitadamente tento apagar, mas que nem uma borracha de ódio é capaz.
quinta-feira, 21 de abril de 2005
fingir ou mentir
Dizem que finjo ou minto
Tudo o que escrevo. Não.
Eu simplesmente sinto
Com a imaginação.
Não uso o coração.
(by F.Pessoa)
mas muito aplicável
by Fernando Pessoa
Tenho dó das estrelas
Luzindo há tanto tempo,
Há tanto tempo...
Tenho dó delas.
Não haverá um cansaço
Das coisas,
De todas as coisas,
Como das pernas ou de um braço?
Um cansaço de existir,
De ser,
Só de ser,
O ser triste brilhar ou sorrir...
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