quinta-feira, 19 de maio de 2005

o amor é tão bonito

aproveitem-no,

amanhã já cá não está.

como por este lado nunca passou,

não tentem sequer desdenhar

se não são felizes

deixem ser por nós

os que merecem

segunda-feira, 16 de maio de 2005

Emoções, sentimentos de ti

Sinto o desenvolvimento de algo em mim. É algo que não consigo conter e que se constroi, destruindo à sua passagem, cada milímetro de bom senso que há em mim. Sabe bem o feeling que sinto. Sabe mal o ardor que me possui. O peso dos olhos obriga-me a cerrá-los repentinamente, como se de um relâmpago que me atinge por dentro e corrompe a mais infíma célula do meu ser, se tratasse. Mostro-me ao espelho e ele responde de forma irónica. Sento-me no banco e o chão parece rodopiar à minha volta. Olho lá fora, o arco-iris perfeito embeleza tudo, apurando os meus sentidos para o mais leve som, até ao mais ensurdecedor grito de dor que me percorre a alma. Saio à rua e sorrio aos que passam. Sinto os seus olhares penetrantes e as suas veias ardentes que me perseguem até ao fim do horizonte. Caminho lentamente rumo a um pesado fardo que me separa do tudo e do nada. Jogo às escondidas com o amor que me encontra sempre ao virar da esquina. Candidato-me a uma viagem sem regresso ao Paraíso. Peço a Deus que me leve sem dor. Peço a mim própria um momento relaxado. Um instante sem pensamentos desesperados. Procuro na minha cabeça, no meu ser, uma imagem que me alegre. Cheguei. Um leito branco, tulipas vermelhas, o som da tua voz, o teu sorriso, a tua face, as tuas expressões. As tuas palavras, actos e olhares.

quinta-feira, 12 de maio de 2005

Somos diferentes, sofremos igual

Viver ou mesmo pensar um amor tão infantil como este, dizem todos ser impossível, improvável, impensável talvez. Mas na minha cabeça, só há uma razão... Tu. Que me pões durante horas a reviver e inventar momentos em que nos olhamos e nos adoramos... Improvável, concerteza... Impossível, talvez...

Especialmente para ti David (minha paixão! :)) e para mim, tonta desgraçada

quarta-feira, 11 de maio de 2005

eterno sofrer



noites dormidas num aperto grande do coração vazio

terça-feira, 10 de maio de 2005

Amar

O amor da minha vida foge. Não encontro satisfação em nada. Quero só viver. Não quero sentir-me à parte. Não quero ficar com um olhar triste cada vez que penso em ti. Nele, no amor. Saudamo-nos tão de longe. Ou melhor, eu bem perto, o outro num canto longíquo. Só na minha mente. Quero-o aqui, quero o seu conforto, quero o seu calor. Quero-te.

Refúgio

Procuro no infinito algo que me conforte. Sem dúvida que o melhor conforto eras tu. Mas é tão difícil admitir e pensar onde e com quem estás. Sigo então outro caminho. Aquele que me leva a um sítio secreto, a um sítio escondido bem dentro de mim, e que me mostra como estou realmente só. Dizem que não, tentam desmentir a realidade, mas sabem que no fundo no fundo, as respostas às minhas necessidades tardam em chegar. Procuro no meu refúgio um amigo imaginário. Procuro nele uma resposta. Procuro em mim uma dúvida. Não encontro uma resposta. É impossível não pensar numa via mais fácil, um caminho mais seguro, uma tentativa falhada de realmente sair sucedida e com uma vitória, uma triste, mas uma bela vitória.

domingo, 8 de maio de 2005

Obrigado

Para todos aqueles que me fazem rir quando só me apetece chorar
Para todos aqueles que abraçam e reconfortam quando só apetece estar sozinha
Para todos os que ouvem, calam, falam e animam
Para os que sentam comigo e sentem e sossegam
Para vocês que quando ausentes eu quero comigo


Para todos vocês amigos, verdadeiros companheiros, um abraço enorme, um beijo do tamanho do Universo e um sorriso intergaláctico :)
Queria poder dizer que não. Queria poder dizer que o amor não habita em mim. Se assim fosse queria ficar contigo o resto dos meus dias. Sem sofrer, sem amar, ser amada. O passado expõe feridas que jamais irão sarar. Expõe dores e amores que jamais irão parar. O futuro mostra outras tantas que me iludem mas enganam. O presente, esse, mostra fantasias nunca, jamais realizáveis. Mostra encontros, desencontros, paixões, desânimos, coragens, envelhecimentos prematuros de tudo o que custa passar facilmente. Presentes ausentes, passados recentes, futuros carentes. Mortalhas que apagam, cinzas que pairam e voam e demonstram. Sigo caminhos incertos, caminhos desertos que só eu sei passar, que só contigo conto superar.

"Ai se eu pudesse não partir... eu ficava aqui contigo... se eu pudesse não querer descobrir...
Ai se eu pudesse não escolher..." (Margarida Pinto)

terça-feira, 3 de maio de 2005

infinitamente mais além

Fui em busca do impossível
Esperei eternamente
Segui os passos de ninguém
Que no fim me levam a lado nenhum.

Passei-me pela beleza
Tua, minha, de quem sabe amar
Senti o teu coração frio
E preenchi-me com o teu prazer.

No fim do tudo, do verdadeiro nada
Percebi que o que seguia era distante
Passaram anos incessantes
Continuam as dores, os amores, dissabores.

quinta-feira, 28 de abril de 2005

Sabores sábios esquecidos

Raiva, que sinto entranhada em cada parte do meu corpo que te sente. Dor, que sei que só desaparecerá um dia que fiques. Saudade, que sei deixar de sentir apenas no momento em que der o último suspiro. Infelicidade, que continuo a sentir cada dia que respiro e que parece sempre maior e mais doloroso que o anterior.

Mistura de sentimentos, mistura de vivências eterna e internamente infelizes. Partes de mim, partes de ti, partes que um dia formaram um só. Que um dia se estilhaçaram e nos pés descalços feriram profundamente de forma eterna e inesquecível. Simplesmente humana, a forma de amar. Simplesmente desgraçado, o sorriso que um dia sorriu. Simplesmente simples, tudo aquilo que um dia senti.

Saberes que um dia perdidos, alcançarão o destino. Sabores saboreados sempre com o mesmo poder. Cheiros um dia partilhados e nunca esquecidos. Caminhadas percorridas sem um fim, propósito ou alcance desejado. Apenas sensatas memórias, dificeis de esquecer, incapazes de apagar, dolorosas de mais para perder.