sábado, 28 de maio de 2005

contigo, sem ti

Sentei-me à secretária e rabisquei umas palavras num papel. Depois perturbou-me um horrível pensamento. Não me pareceu bem o que escrevi, saltei para a cama e chorei. Limpei as lágrimas e calei a alma por instantes. Olhei o sol pela janela, cerrei os olhos ofuscada pela sua luz. Devia tomar um banho, refrescar os pensamentos infelizes. Não tenho vontade de me levantar da cama. Como vou eu tomar banho? O único banho que tomaria agora era definitivo e susteria a respiração até que tu me viesses salvar. Mas seria difícil suster assim tanto tempo a infelicidade de não te ter.

Se calhar estas palavras que escrevo são demasiado imaginárias, demasiado cuidadosas para serem realidade, mas no fundo, no meu imaginário o que se passa é algo perturbador, algo que não consigo explicar mesmo que tente.

Depois ver-te assim, ali, tão perto, no entanto tão longe, dá-me a volta às entranhas e é difícil enfrentar o próximo dia assim, admito-o. Vou tentando, sem prometer sucesso, mas definitivamente, conscienciosamente contigo na minha mente. Mais que não seja para chorar, lágrimas tristes, que me inundam a alma e me levam contigo.

perguntas / respostas

Porque é que pensamos que é fácil, quando na realidade, no nosso interior, sabemos que é tão difícil? Porque é que dizem que Deus nos ajuda, quando ele é o único que parece querer o nosso mal e o nosso prejuízo? Porque é que quanto mais me digo que não, mais parece custar enfrentar a realidade, realmente real? Porque é que no Mundo há pessoas como tu, pessoas simpáticas, amigas, queridas, que mal se conhecem mas que se amam, que mal se vêem mas se desejam, que mal existem na nossa vida mas a preenchem? Porque é que sofro, quando a única pessoa aqui que vive é o meu corpo, cuja alma abandonou à muito?

Vou continuar a procurar respostas. No entanto, não me comprometo a acha-las num curto espaço de tempo. O meu tempo está limitado. Por ti; pela realidade que me impuseste e que a cada minuto se altera num só sentido: tu!

quarta-feira, 25 de maio de 2005

livre

wild horses i wanna be like you
throwing caution to the wind,
i'll run free too
wish i could recklessly love like i'm longing to
i wanna run with the wild horses

sexta-feira, 20 de maio de 2005

bad day

custa tanto levantar a cabeça. custa tanto olhar em frente. custa ainda mais dizer vou já. devia haver uma grua que nos obrigasse a fazer aquilo que planeamos para o dia. doce é o sabor de quem faz pela vida. amarga a dor que sinto. sofro mas aguento. fecho os olhos e mostro-me o choro silencioso que tão facilmente escapa através de uma alma frágil, dificil de contentar. sei que o amanhã vai ser cada vez mais dificil. sei que posso não ter dormido o suficiente, mas que a vida não pára por isso e que vai continuar a ser complicado gerir esta carrada de sentimentos que me assola.
durmo.
descanso.
acordo.
estou cansada.
desisto.
sigo em frente.
só por amanhã...

quinta-feira, 19 de maio de 2005

o amor é tão bonito

aproveitem-no,

amanhã já cá não está.

como por este lado nunca passou,

não tentem sequer desdenhar

se não são felizes

deixem ser por nós

os que merecem

segunda-feira, 16 de maio de 2005

Emoções, sentimentos de ti

Sinto o desenvolvimento de algo em mim. É algo que não consigo conter e que se constroi, destruindo à sua passagem, cada milímetro de bom senso que há em mim. Sabe bem o feeling que sinto. Sabe mal o ardor que me possui. O peso dos olhos obriga-me a cerrá-los repentinamente, como se de um relâmpago que me atinge por dentro e corrompe a mais infíma célula do meu ser, se tratasse. Mostro-me ao espelho e ele responde de forma irónica. Sento-me no banco e o chão parece rodopiar à minha volta. Olho lá fora, o arco-iris perfeito embeleza tudo, apurando os meus sentidos para o mais leve som, até ao mais ensurdecedor grito de dor que me percorre a alma. Saio à rua e sorrio aos que passam. Sinto os seus olhares penetrantes e as suas veias ardentes que me perseguem até ao fim do horizonte. Caminho lentamente rumo a um pesado fardo que me separa do tudo e do nada. Jogo às escondidas com o amor que me encontra sempre ao virar da esquina. Candidato-me a uma viagem sem regresso ao Paraíso. Peço a Deus que me leve sem dor. Peço a mim própria um momento relaxado. Um instante sem pensamentos desesperados. Procuro na minha cabeça, no meu ser, uma imagem que me alegre. Cheguei. Um leito branco, tulipas vermelhas, o som da tua voz, o teu sorriso, a tua face, as tuas expressões. As tuas palavras, actos e olhares.

quinta-feira, 12 de maio de 2005

Somos diferentes, sofremos igual

Viver ou mesmo pensar um amor tão infantil como este, dizem todos ser impossível, improvável, impensável talvez. Mas na minha cabeça, só há uma razão... Tu. Que me pões durante horas a reviver e inventar momentos em que nos olhamos e nos adoramos... Improvável, concerteza... Impossível, talvez...

Especialmente para ti David (minha paixão! :)) e para mim, tonta desgraçada

quarta-feira, 11 de maio de 2005

eterno sofrer



noites dormidas num aperto grande do coração vazio

terça-feira, 10 de maio de 2005

Amar

O amor da minha vida foge. Não encontro satisfação em nada. Quero só viver. Não quero sentir-me à parte. Não quero ficar com um olhar triste cada vez que penso em ti. Nele, no amor. Saudamo-nos tão de longe. Ou melhor, eu bem perto, o outro num canto longíquo. Só na minha mente. Quero-o aqui, quero o seu conforto, quero o seu calor. Quero-te.

Refúgio

Procuro no infinito algo que me conforte. Sem dúvida que o melhor conforto eras tu. Mas é tão difícil admitir e pensar onde e com quem estás. Sigo então outro caminho. Aquele que me leva a um sítio secreto, a um sítio escondido bem dentro de mim, e que me mostra como estou realmente só. Dizem que não, tentam desmentir a realidade, mas sabem que no fundo no fundo, as respostas às minhas necessidades tardam em chegar. Procuro no meu refúgio um amigo imaginário. Procuro nele uma resposta. Procuro em mim uma dúvida. Não encontro uma resposta. É impossível não pensar numa via mais fácil, um caminho mais seguro, uma tentativa falhada de realmente sair sucedida e com uma vitória, uma triste, mas uma bela vitória.