quarta-feira, 20 de julho de 2005

"desperada"

o sabor da vida pelos dedos sabe bem. no momento, a caracterização do sofrimento é tanto menor quanto maior o prazer de viver e vontade de amar. o amor, esse passa despercebido, a não ser que a morte o leve para longe e a paixão socorra o fácil prazer de mostrar ao outro o seguimento de um coração, que se prolonga no nosso próprio interior, nos consome aos infimos pormenores, nos perde em detalhes superficiais. vive, aproveita, ama, a ti, ao próprio amor, a alguém, corresponda ou não, que suporte as circunstâncias da solidão

domingo, 17 de julho de 2005

ninguém como tu

problemas de amor são como os problemas de coluna... toda a gente os tem

descanso (em paz!)!!

fui e vim num instante. no início do mês já estava com a pele a estalar e bastaram poucos dias para que o processo ficasse bem... tostado. apesar da dor, nervos, peripécias, fantasias e paciência necessárias em certas alturas do dia, foram uns bons 15 dias. andei cá e lá, lá e cá, com exames aqui e acolá. descobri de novo algo que não via há... 15 semanas (mais coisa, menos coisa).
senti saudades, claro que sim. os amigos são sempre necessários, nem que por uns meros 15 dias.
faltaram as voltinhas pela praia sozinha (talvez trouxessem algo atrelado) e os copos, as bejecas e a festarola... voces deviam ter lá estado!
agora venham os fins-de-semana... o outro meio mês, o agosto e o setembro. a doideira e a bebedeira!

combinamos uma semanazinha sesimbrense e desanuviaremos disto tudo... pro bem ou pro mal ;)

sexta-feira, 1 de julho de 2005

milagres

o q seria a nossa vida sem o amor? o q seria a nossa vida sem um não, uma rejeição? o q seria de nós sem a tristeza, o choro, a solidão, compensada dp com momentos de muita alegria? é por altos e baixos, por bons e maus, por agrados e desagrados q estamos nesta vida. se assim se kiz k fosse, se nós assim o fazemos, pk alterar o k os nossos passos traçam no dia-a-dia? os meus passos sao tristes, o trajecto k fiz foi triste... espero k fike melhor, mas milagres, somos nos k os fazemos :)

quinta-feira, 30 de junho de 2005

Haunted Home

You want to drink my soul
'Till your heart is full
What happens when it's full and it splashes?
You've built all these rooftops
And painted them all in blue
If all this set just burns up will you paint the ashes?

Do you really want to see?
Because I'll let you in
With me

You shiver when the wind blows
Through doors that lost their keys
There's too little to rescue, too little to hang on to
I thought that maybe we could try to
Clear and rebuild this haunted home
I'll be glad to help you just tell me what to do

Why don't you tell me what to do?
Maybe you're scared too
I've been here before
Next thing you'll see
You'll fell
So small

I will disappoint you
And I don't care if I do
I belong to those who got shattered, battered,
Bruises and scars that I've hidden you could never heal
This grey house where I come from
Some great love will tear it down
If you no longer love me why should it matter?

Tell me why should it matter?
I can't ask you to stay
I can't find the words to say
Why don't you just leave?

Just leave

(grande sr.... David Fonseca)

férias

vou
volto
pairo
caminho
plano
vejo
viajo
sonho
despreocupo

cá estou eu

segunda-feira, 20 de junho de 2005

dor

Doi-me a barriga. Doi-me a cabeça. Doi-me os neurónios. Doi-me o que me falta e o que resta. Doi-me a sensação de tontura que o calor me traz. Doi-me o ardor nos olhos. Dois-me tu. Sinto vazio. Talvez amanhã esteja melhor.

Vou estar concerteza...

terça-feira, 14 de junho de 2005

Depois do Adeus

Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz
Tua voz.

Em silêncio, amor
Em tristeza e fim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Partir é morrer
Como amar
É ganhar
E perder

Tu vieste em flor
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer
Renasci

E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz
Que perdi
Minha dor que aprendi
De novo vieste em flor
Te desfolhei...

E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós



Intérprete: Paulo de Carvalho
Música: José Calvário
Letra: José Niza
(II Tiago ;))

segunda-feira, 6 de junho de 2005

Untitled

Se o calor da paixão fosse como este que me assola em dias de Verão, eu seria mais feliz que o mais felizardo do mundo. Mas no entanto, a tristeza varre as minhas veias, o ardor dos meus olhos, a profundeza do meu ser, como algo implacável. combinam-se horas, lugares, refúgios, tudo em vão, a vida é supérflua. Se pudesse ser vida, seria um pássaro, livre, esvoaçante como o vento que traz o Outono. Sou solidão e toda uma tristeza infinita da minha condição. Espero o amor, como em tempos de seca uma chuva. Enxoto a tristeza, como uma abelha que me rodeia chata. Despacho a vida, como se o amanhã fosse uma ilusão. Vai percorrendo o meu corpo esta depressão, este lamento, que tenho como vida. Queria mais forças para saber o que vem a seguir, o que me espera. Restam-me senão as minhas, que no fundo são genuínas, que ninguém pode ter, que algures perdidas pensam que algures num tempo de alguém, eu existo, sou real, tenho forma. Para mim, como ela disse, as forças continuam. E ninguém, nem qualquer AMOR, pode levar de mim (de ti também, pensa só) o coração que só a mim pertence. Se não hoje, amanhã saberei, (e tu concluirás) que aquilo pelo que obcequei não vale a pena tentar. Supera. Luta por ti, não por mais alguém!

in Livro do Desassosego

Só o que sonhamos é o que verdadeiramente somos, porque o mais, por estar realizado, pertence ao mundo e a toda a gente

F.Pessoa, como Bernardo Soares