segunda-feira, 3 de abril de 2006

ciume... falta de confiança ou obsessao

"Um relacionamento implica ( ... ) uma certa dose de respeito por ambos as partes", é assim que Agnes Ghaznavl (especialista em relações humanas) começa o tema "relacionamentos difíceis". E continua: sem este pressuposto "não é possível manter uma relação positiva". E o que seria uma relação positiva? Ghaznavi fala na existência de reciprocidade, respeito, amiza­de, lealdade, fidelidade, proximida­de e liberdade, ternura e afecto, bem como no esforço no sentido da "cura gradual" de "deficiências" como o ciúme e a inveja. Com es­tes dois condimentos, a relação do casal acaba por se minar, pouco a pouco. Produz-se um vazio que se vai enchendo com "emoções, tais como a ira, o ódio e o desejo de destruir a felicidade e o êxito" ­conscientemente ou não! E muitas vezes são padrões que se apren­dem em caso. Um irmão que crê que os pais dão mais atenção à sua irmã pode posteriormente canalizar esse sentimento às suas parceiras, em re1aç6es futuras; ou uma filha cuja mãe era ciumenta tenderá mais a desenvolver esse traço de carácter. Tratam-se de sen­timentos que fazem porte da vida. Qualquer educador confirma este pressuposto, ao observar crianças que, ainda não totalmente edu­cados, invejam as posses dos seus coleguinhas. Segundo o próprio Pentateuco [livro sagrado do judaico-cristianismo, a inveja co­nhece-se desde os primórdios da humanidade, quando, por exem­plo, Caim, que invejava o irmão Abel, o mata, Dizia o poeta persa: "O ciúme consome o corpo e a ira queima o fígado; evitai-os a ambos como evitarias a um leão."

Tem vantagens?
Em sociedades que defendem o conceito de monogamia, o ciúme tende a ser associado a honra e moral, quase um instrumento de protecção familiar, uma adap­tação da espécie para proteger o que é nosso por direito. Ainda hoje existem pessoas que consideram a sua manifestação no casal como sinal de amor e cuidado. Não obstante, ninguém pode afirmá-lo com total certeza. Reflectindo sobre as suas causas, chega-se a duas possibilidades: falta de con­fiança [no outro ou em si) ou obses­são, Assim, os traços característicos do ciúme encontram-se nos pensa­mentos [que se repetem na mente do ciumento) e nas imagens intrusi­vos e ruminantes sem fim. (sobre eventos e episódios que podem nem sequer ter ocorrido).
Não sendo capazes de distinguir a fantasia nas suas mentes da reali­dade, cria-se o temor à perda (te­mor esse que pode nem ser real). O ciumento vai procurando provas que confirmem as suspeitas (inqui­rindo o outro sobre o que faz, ou verificando os seus bolsos, etc.), tra­zendo cada vez mais dúvidas. Esse ciúme, que podemos apelidar de patológico, agrega em si outras emoções (ansiedade, depressão, raiva, vergonha, insegurança, humilhação, perplexidade, culpa e desejo de vingança), todos relacionados com a baixa auto-esti­ma, que acarreta uma sensação de insegurança, Essa falha de auto-estima, actuando como uma falha sísmica, é sensível e vulne­rável a qualquer pequena alteração, libertando uma energia explo­siva devastadora, com a sua defesa contra-atacante impulsiva, egoísta e agressiva.
Claro que uma pessoa não pre­cisa sentir-se inferiorizada numa relação, ter transtornos psi­cológicos ou ter vivido episódios menos agradáveis para estar com ciúmes (note-se a dife­rença entre "ter" e "estar com" ciúmes): não estaremos todos mais vulneráveis a ele em momentos de stress, perdas, mudanças e comportamentos provocativos do outro?

o que fazer?
À excepção de casos de patologia grave. a solução é muito simples. Pergunte-se: "Por que optei por estar nesta relação?" Pessoas estáveis ten­dem a envolver-se em relações com pessoas às quais querem realmente. E se houver um espaço de confiança, acei­tação pessoal e do outro, poderemos viver menos obce­cados com fantasias de traição. Para tal é necessário ter cor­agem e saber defender as ideias, com firmeza, convicção e respeito pelo outro (mesmo que haja discordância), ao mesmo tempo que se mostra compreensão e tolerância em relação a si mesmo e às próprias limitações.
O psiquiatra brasileira Eduardo Ferreiro Santos afirma que mediante a análise detalhada do ciúme pode-se perceber que não se trata de um senti­mento voltado para o outro, mas sim poro si mesmo, para quem o sente, pois é o medo egocentrado de perder o outro que o motiva. E é por isso que todo o esforço deve ser virado para a própria pessoa.
Acima de tudo, recomenda-se que crie a capacidade de deixar o outro reflectir em si e de poder reflectir-se no outro, relacionando os factos e podendo sempre explicar os sentimentos ao outro, ou seja, eu falo por mim e deixo o outro falar por si levitando repreen­sões e julgamentos morais). Deve ser criado um verdadeiro espaço franco e aberto de encontro dialógico que não permita que o doce bálsamo que é o amor se converta num veneno letal digno de uma tragédia de Shakespeare.

quarta-feira, 15 de março de 2006

keep on surfin'... i'll keep watchin'

Who's to say
What's impossible
Well they forgot
This world keeps spinning
And with each new day
I can feel a change in everything
And as the surface breaks reflections fade
But in some ways they remain the same
And as my mind begins to spread its wings
There's no stopping curiosity
I want to turn the whole thing upside down
I'll find the things they say just can't be found
I'll share this love I find with everyone
We'll sing and dance to Mother Nature's songs
I don't want this feeling to go away
Who's to sayI can't do everything
Well I can try
And as I roll along I begin to find
Things aren't always just what they seem
I want to turn the whole thing upside down
I'll find the things they say just can't be found
I'll share this love I find with everyone
We'll sing and dance to Mother Nature's songs
This world keeps spinning and there's no time to waste
Well it all keeps spinning spinning round and round and
Upside down
Who's to say what's impossible and can't be found
I don't want this feeling to go away
Please don't go away
Please don't go away
Please don't go away
Is this how it's supposed to be
Is this how it's supposed to be

sábado, 4 de março de 2006

sorry


I'm worried, broken down
Time is near, I'm to blame
Make my peace, bound to fate

No one has all the answers
What's done is done I confess
Surrender to you

All came down
I'm sorry, I'm sorry
Now time runs out
I'm gladly discouraged

Suddenly time is here
Your wondering, sorry
Hands are tied hold the line
Time won't heal now

All came down
I'm sorry, I'm sorry
Now time runs out
I'm gladly discouraged

Calling out
I'm sorry, my visions impaired
Time runs out
I'm sorry, your sorry

lúcia moniz

terça-feira, 28 de fevereiro de 2006

e lembra-se de mim da escola...

pensamento do dia, da tarde, da noite

às vezes o nosso cérebro prega-nos partidas, quer seja durante o dia, durante a noite, a qualquer hora em qualquer lugar. pensamos em tudo e mais alguma coisa, nos outros, em nós, no hoje, no amanhã, no mais daqui a bocado. pensamos. de pensar. de sentir. de querer. de não puder.
hoje pensei. como já há muito não pensava. como não gosto de reviver. como não quero sofrer. como não quero pensar.
nisso, naquilo, nele, naquele, neles todos.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2006

i know, elisa

Tell me about the place you’re from
Tell me about the things you’ve done
Tell me what you really need
Tell me what just makes you bleed
Cause’ sometimes I can’t be myself
I can’t Feel inside what people say
So I just close my ears, my eyes and I feel like shutting my mouth
But I saw you were in need of help
That is when my heart just melts
When I see sorrow in your eyes
There’s nowhere you can hide the lies
I know why you’re trapped,
what makes you feel like that
How you just lost your path
and each fear that makes you act
I know why you’re trapped,
what makes you feel like that
How you just lost your path
and each fear that holds you back
Oh I know how we need to change
How strange it feels to rearrange
What makes you want to just move on
Is why you should be already gone
But you could try now, with what you got
Yeah you could try now, the way you are
You could try now give it a try just a try...

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2006

voltar atrás... por instantes

no outro dia, estava na cozinha com a minha mãe, num daqueles raros sábados em que me levanto a horas de ajudar no almoço, e qual não é o meu espanto quando oiço uma música que não escutava há anos. Elba Ramalho, com o seu grande êxito "de volta pro aconchego". é daquelas músicas que me dá uma vontade imensa de ouvir, chorar, tornar a ouvir, adormecer ao seu som, relaxar, tomar banho, ouvir mais uma vez e ouvir o dia todo sem fim. prende-me durante horas, apesar de eu não perceber bem o efeito que tem em mim. devo estar a ficar velha... e a relembrar a minha infância.
faz-me bem pensar na vida.

bye

se não me aprecias nem sequer me amas, abre a porta e diz bye bye
leva as tuas coisas isso não me importa
e não vou olhar pra trás
diz-me o que pretendes eu quero saber

vem falar comigo p'ra eu perceber
eu queria tanto que corresse bem
mas assim como está não dá p'ra aguentar
eu prometi que não iria falhar

fosse por que fosse não te abandonar
mas tinhas de fazer a tua parte também
seres só meu e de mais ninguém
sinto que algo está diferente

mas nao sei o que
a forma como olhas faz-me duvidar
se está tudo bem, se tens mais alguém
e quando te pergunto finges não perceber
não te peço muito mas

eu não te peço nada demais
só quero ser todo o teu amor
e se quiseres ficar não seja por favor
sei que vou sofrer e vou sentir saudades tuas

mas prefiro assim
não vou fingir que está tudo bem
se não me amas diz agora
ficamos por aqui
se não me tratas como eu mereço

abre a porta e diz bye bye baby

domingo, 12 de fevereiro de 2006

House, MD

Falaram-me no "Dr.House". Não achei que fosse nada de especial. Afinal de contas é só mais uma série, daquelas iguais às milhentas como o "24", "Cops" ou até mesmo o (interessantíssimo) "The O.C." (que por acaso acontece que eu adoro!). Daquelas que passam na FOX, vocês sabem!
No fim de contas trata do dia-a-dia de um médico, de uma idade provavelmente rondando os 40 anos, cuja especialidade são as doenças. Sim, as doenças. Não os doentes, o seu nome, se são velhos, novos, rapaz ou rapariga (etc.), a menos que isso influencie directamente a sua doença. Ele e 3 outros médicos (uma mulher e dois homens), trabalham diariamente no departamento de diagnóstico de uma clinica privada. Ao longo dos episódios, mais da história dos personagens se vai deslindando, já que a interacção com um médico que não confia em ninguém, principalmente nos seus doentes, dificulta o dia-a-dia da restante equipa clínica.
O charmoso actor e o restante elenco fazem desta série uma das melhores a que já assisti.
Aconselho!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2006

leva-me pra casa, Lúcia Moniz

estou em mim, como saudade que deserta
dei meia volta ao mundo em parte incerta
não sei como cheguei...
aqui quis ser tudo

estou mais só do que sozinha
chega mostra-me o caminho
leva-me pra casa

corre, vem depressa o tempo voa
só anda às voltas, dá um nó
não sei como cheguei...
aqui quis ser tudo

estou mais só do que sozinha
chega mostra-me o caminho
leva-me pra casa

o tempo voa
o tempo voa

não sei como cheguei... aqui