O post de hoje é especialmente dedicado à minha passagem pelo SBSR XL, nomeadamente ao Act 2. Bom, 1º dia, foi mais naquela de acompanhante (hey hey hey, nada disso lol). Gostei, ainda pulei para lá feita maluca, o rock foi um bom motivo para tirar os pés do chão. Foi pena estar exausta (e não ter tomado um café lol) e com os calcanhares numa desgraça, para não aguentar ouvir de pé a "This fire" dos Franz Ferdinand. Eu bem tentei, mas não deu. Passando ao 2º dia... bom, já falamos mais a minha linguagem. Ia completamente extasiada para ver todas as bandas e artistas, quer internacionais, quer nacionais. Estava mesmo "em altas". E as 18h nunca mais chegavam. Era então hora de entrarem em palco os Kalibrados. A banda que ouvia de há uns meses para cá estava agora a mostrar a cara e a mostrar o seu à-vontade frente ao público português. Com uma mescla de sons e ritmos contagiantes, a banda (boys-band, como foi retratada por alguns) angolana levou a plateia a mexer o pé e a cantar músicas mais conhecidas como "tem melaço" e "senhorita (gajo de gajas)" em uníssono. Era hora de entrar no palco o recente e merecido vencedor do Globo de Ouro para melhor música. Falo obviamente de Boss AC. Para mim, este "rapaz" merece bem o carinho mostrado por todo o público, que canta a plenos pulmões as suas mais conhecidas batidas. É sempre muito bem falante, muito carinhoso e simpático. Vem então o esperado momento. Aquele em que Pharrell Williams sobe ao palco e deixa super-expectantes aqueles que há tanto esperam o seu albúm "In My Mind" adiado já vezes e vezes sem conta. Iniciando com "Can I Have It Like That", acompanhado originalmente por Gwen Stephani, desta feita substituida pelo público e pelos poucos milhares presentes, foi correndo o concerto, com interpretações de "Frontin', "Lapdance" e "She wants to move" dos "anteriores" N.E.R.D., sempre com vozes femininas a pedir algo mais. Como habitual, o requisitado foi cumprido e Pharrell (com a barriguinha menos definida que há 2 anos, é verdade) acaba por tirar a t-shirt "gelada" e leva à histeria as muitas mulheres que como eu ficam babadas com este tipo de coisas lol. Foi pena o final. Acabou depressa. Queriamos mais e ele apenas se deslocou ao andar inferior para cumprimentar os das primeiras filas. Foi-se embora. Ficou tudo muito pendurado. É chegado o grande momento. A mundialmente e provavelmente inter-planetariamente estrela que é 50 cent entra em palco. Acompanhado por Tony Yayo e Olivia, salientando a ausência de Mobb Deep, mostrou os dotes pelos quais é tão conhecido e tão falado. Não faltou o espectáculo de vídeo, mostrando um pouco de toda a carreira de "Fifty", principalmente o facto de "got shot nine times!!!". Ficou aquém do que esperava e sinceramente, o facto de Tony ter fumado uma ganza em pleno palco mostra um pouco a decadência que acompanha este tipo de "self-intitulated gangstas". Não gostei da cena. Bom, tava um pouco exaltada ainda, com efeitos de Boss e Pharrell e intercalado com as bandas portuguesas, como Colectivo Footmovin', Mercado Negro, Factos Reais e Mind Da Gap, esta última recordando a fantástica melodia "Dedicatória", o palco andou sempre num corre-corre na preparação de um espectáculo, para mim, sem dúvida alguma, inesquecível. Vem então Patrice, com uma banda energética a acompanhar, e com uma força descomunal para puxar pelo público e pô-lo a saltar feito doidivanas. Conheço principalmente o último album "Nile", do qual começou a abrir com a minha favorita "Today". Sabendo bem como agarrar a plateia, pôs-se em cima de um monte de colunas e pediu para cantarmos a plenos pulmões as suas músicas, fazendo vibrar até bem dentro de todo e qualquer um. "Soulstorm" deu bem para ver os povo "mais louco" cantar e entoar toda a letra de uma forma exaustiva, enérgica e electrizante. Fica a lembrança. Algo muito bonito se passou no palco, algo de positivo, uma "boa vibe", um bom feeling, que ainda hoje sinto cá bem dentro! AMEI! Espero uma próxima oportunidade.


SP & Wilson abriram as honras do Palco principal, num jeito de hip-hop tuga

Kalibrados e o seu som levaram os ritmos africanos à plateia


Boss AC fez-se acompanhar por gutto e como sempre estiveram mt lá!

Pharrell deu o seu melhor com SHay a acompanhar... foi mau o final

50 Cent num estilo super-sónico

Patrice transmitiu uma muito boa vibe para quem este sempre "EM ALTAS"